Partidarismo e Convenções

Uma Análise do Impacto das Confluências Partidárias Sobre o Nível de Emprego nas Empresas Brasileiras Entre 2000 e 2020

Autores

  • Helena Morais Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Ciências Econômicas
  • Aleff Lopes Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Ciências Econômicas
  • Marco Flávio da Cunha Resende Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Ciências Econômicas

DOI:

https://doi.org/10.33834/bkr.v12i1.360

Palavras-chave:

Expectativas, Convenções, Política econômica, Alinhamento partidário, Coordenação política

Resumo

Este estudo tem como objetivo analisar a relação entre o alinhamento partidário entre prefeitos, governadores e Presidente da República e a atividade econômica local, por meio da demand por trabalho nas empresas brasileiras, com base no conceito de convenções da escola pós-keynesiana. O artigo apresenta uma revisão da literatura pós-keynesiana a respeito da formação de convenções e seus desdobramentos sobre o funcionamento das economias modernas. A metodologia empregada consiste em análises empíricas que apontam que a presença de alinhamentos políticos tende a influenciar positivamente a variação da taxa de emprego formal em cada empresa individual. Os resultados obtidos sugerem que a análise das convenções pode ajudar a entender as incertezas e complexidades da tomada de decisão econômica nas empresas em nível individual, especialmente no contexto brasileiro, onde o partidarismo pode desempenhar um papel importante na formação de convenções regionais. Em suma, este estudo contribui para a compreensão dos fatores que influenciam o nível de emprego nas empresas brasileiras e destaca a importância da coordenação política para a estabilidade econômica ao reduzir o grau de incerteza, conduzindo à formação de convenções otimistas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Abrucio, F. L., & Franzese, C. (2007). Federalismo e políticas públicas: o impacto das relações intergovernamentais no Brasil. Tópicos de Economia Paulista para Gestores Públicos, 1, 13–31.

Affonso, R. (1996). Os municípios e os desafios da federação no Brasil. São Paulo em Perspectiva, 10, 3–10.

Angrist, J. D., & Krueger, A. B. (1999). Empirical strategies in labor economics. In Handbook of Labor Economics (Vol. 3, pp. 1277–1366). Elsevier. DOI: 10.1016/S1573-4463(99)03004-7

Arestis, P., Filho, F. F., Resende, M. F., & Terra, F. B. (2019). Brazilian monetary and fiscal policies from 2011 to 2017: conventions and crisis. Challenge, 62, 187–199. DOI: 10.1080/05775132.2019.1606540

Baltagi, B. H., & Liu, L. (2020). Forecasting with unbalanced panel data. Journal of Forecasting, 39, 709–724. DOI: 10.1002/for.2646

Battese, G. E., & Coelli, T. J. (1995). A model for technical inefficiency effects in a stochastic frontier production function for panel data. Empirical Economics, 20, 325–332.

Botte, F. (2019). Endogenous business cycles and Harrodian instability in an agent-based model. Journal of Post Keynesian Economics, 42, 232–254. DOI: 10.1080/01603477.2018.1486206

Bresser-Pereira, L. C. (1976). Da macroeconomia clássica à keynesiana. São Paulo.

Campos, M. M. S., & Chiarini, T. (2014). Incerteza e não ergodicidade: crítica aos neoclássicos. Brazilian Journal of Political Economy, 34, 294–316. DOI: 10.1590/S0101-31572014000200008

Carvalho, F. J. (1988). Keynes, a instabilidade do capitalismo e a teoria dos ciclos econômicos.

Carvalho, F. J. C. (2014). Expectativas, incerteza e convenções. In D. Monteiro Filha, L. C. Prado, & H. Lastres (Orgs.), Estratégias de desenvolvimento, política industrial e inovação: ensaios em memória de Fabio Erber. Rio de Janeiro: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Castro, L. B. de. (2019). Macroeconomia moderna: lições de Keynes para economias em desenvolvimento. Brazilian Keynesian Review, 5, 351–356.

Chaib, D. C., & Lima, D. J. P. (2019). Instabilidade econômica em Keynes: elementos para a análise dos efeitos da crise de 2008 sobre a economia brasileira. Economia e Desenvolvimento, 31, 1–11. DOI: 10.5902/1414650935695

Corsi, F., & Sornette, D. (2014). Follow the money: The monetary roots of bubbles and crashes. International Review of Financial Analysis, 32, 47–59. DOI: 10.1016/j.irfa.2014.01.007

Dequech, D. (2000). Fundamental uncertainty and ambiguity. Eastern Economic Journal, 26, 41–60.

Dequech, D. (2022). Conventions in Keynes’s theory of goods markets: investment and production decisions. Journal of Post Keynesian Economics, 45, 145–167. DOI: 10.1080/01603477.2021.1913753

Erber, F. S. (2011). As convenções de desenvolvimento no governo Lula: um ensaio de economia política. Brazilian Journal of Political Economy, 31, 31–55. DOI: 10.1590/S0101-31572011000100002

Fardoust, S., & Ravishankar, V. (2013). Subnational fiscal policy in large developing countries: Some lessons from the 2008–09 crisis for Brazil, China and India. World Bank Policy Research Working Paper.

Farmer, R. E. (2017). Post-Keynesian dynamic stochastic general equilibrium theory. European Journal of Economics and Economic Policies: Intervention, 14, 173–185. DOI: 10.4337/ejeep.2017.02.02

Fazzari, S., Ferri, P., & Greenberg, E. (2008). Cash flow, investment, and Keynes-Minsky cycles. Journal of Economic Behavior & Organization, 65, 555–572. DOI: 10.1016/j.jebo.2005.11.007

Fernandes, F. M. B., & Mafort-Ouverney, A. L. (2022). Decisões do Supremo Tribunal Federal no início da pandemia de Covid-19: impactos no federalismo brasileiro? Saúde em Debate, 46, 48–61. DOI: 10.1590/0103-11042022E103

Ferrari Filho, F., & Terra, F. (2011). As disfunções do capitalismo na visão de Keynes e suas proposições reformistas. Revista de Economia Contemporânea, 15, 271–295. DOI: 10.1590/S1415-98482011000200003

Fleming, D. A., & Measham, T. G. (2014). Local job multipliers of mining. Resources Policy, 41, 9–15. DOI: 10.1016/j.resourpol.2014.02.005

Fraga, J. S., & Resende, M. F. C. (2022). Infrastructure, conventions and private investment: An empirical investigation. Structural Change and Economic Dynamics, 61, 351–361. DOI: 10.1016/j.strueco.2022.03.006

Keynes, J. M. (1973). The General Theory and After: Defence and Development (Vol. XIV, The Collected Writings of John Maynard Keynes). London: Macmillan/Royal Economic Society.

Keynes, J. M. (1988). A teoria geral do emprego, do juro e da moeda. São Paulo: Nova Cultural.

Keynes, J. M. (2013). A Treatise on Probability (Vol. VIII, The Collected Writings of John Maynard Keynes). Cambridge: Cambridge University Press.

Libanio, G. A., Resende, M. F., Cardoso, D. F., & Montenegro, R. L. G. (2020). Atividade econômica e inovação na indústria brasileira: uma análise com dados em painel (2010–2016). Brazilian Keynesian Review. DOI: 10.33834/bkr.v6i1.177

Margo, R. A. (1993). Employment and unemployment in the 1930s. Journal of Economic Perspectives, 7, 41–59.

de Melo Modenesi, A., Modenesi, R. L., Oreiro, J. L., & Martins, N. M. (2013). Convention, interest rates and monetary policy: a post-Keynesian–French-conventions-school approach. European Journal of Economics and Economic Policies, 10, 76–92. DOI: 10.4337/ejeep.2013.01.07

Moretti, E. (2010). Local multipliers. American Economic Review, 100, 373–377. DOI: 10.1257/aer.100.2.373

Moretti, E., & Thulin, P. (2013). Local multipliers and human capital in the United States and Sweden. Industrial and Corporate Change, 22, 339–362. DOI: 10.1093/icc/dts051

Nader, G. (2018). A economia política da política monetária no Primeiro Governo Dilma: uma análise sobre taxa de juros, convenção e rentismo no Brasil. Economia e Sociedade, 27, 547–575. DOI: 10.1590/1982-3533.2017v27n2art7

Oreiro, J. L., Nakabashi, L., & Souza, G. J. G. (2010). A economia brasileira puxada pela demanda agregada. Brazilian Journal of Political Economy, 30, 581–603. DOI: 10.1590/S0101-31572010000400003

O’Sullivan, M. (2009). Finance and innovation. In J. Fagerberg & D. C. Mowery (Orgs.), The Oxford Handbook of Innovation. Oxford: Oxford University Press.

Palley, T. I. (1997). Expected aggregate demand, the production period and the Keynesian theory of aggregate supply. The Manchester School, 65, 295–309. DOI: 10.1111/1467-9957.00058

Plihon, D. (1995). A ascensão das finanças especulativas. Economia e Sociedade, 4, 61–78.

Resende, M. F. C., & Terra, F. H. B. (2020). Ciclo, crise e retomada da economia brasileira: avaliação macroeconômica do período 2004–2016. Economia e Sociedade, 29, 469–496. DOI: 10.1590/1982-3533.2020v29n2art05

Resende, M. F. C. (2023). Conventions and the Brazilian fiscal policy to face the aftermath of the COVID-19 economic crisis: a Post Keynesian view. Economic Issues, 28.

Resende, M. F. C., Terra, F. H. B., & Ferrari Filho, F. (2021). Conventions, money creation and public debt to face the Covid-19 crisis and its aftermath: A Post-Keynesian view. Brazilian Journal of Political Economy, 41, 254–270. DOI: 10.1590/0101-31572021-3260

Sakurai, S. N., & Theodoro, M. (2020). On the relationship between political alignment and government transfers: triple differences evidence from a developing country. Empirical Economics, 58(3), 1107–1141.

Santos, R. S. (2005). Municipal power: participation, decentralization, and innovative public policies. Revista de Administração Pública, 39, 703.

Terra, F. H. B., & Goudard, G. C. (2018). Incerteza, tomada de decisão, hábito e instituição: uma possível articulação entre keynesianos e neoinstitucionalistas. Economia e Sociedade, 27, 713–742. DOI: 10.1590/1982-3533.2018v27n3art01

Verbeek, M. (2021). Panel methods for finance: A guide to panel data econometrics for financial applications. Berlin: De Gruyter. DOI: 10.1515/9783110660739

Wooldridge, J. M. (2009). Econometrics: Panel Data Methods. Cambridge, MA: MIT Press.

Downloads

Publicado

2026-06-26

Como Citar

Morais, H., Lopes, A., & Resende, M. F. da C. (2026). Partidarismo e Convenções: Uma Análise do Impacto das Confluências Partidárias Sobre o Nível de Emprego nas Empresas Brasileiras Entre 2000 e 2020. Brazilian Keynesian Review, 12(1). https://doi.org/10.33834/bkr.v12i1.360

Edição

Seção

Artigos